(Aluno A.N. de 13 anos do sistema Anglo de Ensino/Morumbi - São Paulo)
Uma vez quando eu tinha sete anos de idade, fui ao parque da Mônica no Shopping Eldorado. Quando era pequeno, sempre desejei visitar os personagens da turma. Quando me aproximei do Cebolinha para tirar uma foto, vi pelos olhos dele que havia uma pessoa por detrás. Além disso, o Cebolinha não tinha a mesma voz do desenho animado e nem cometia os mesmo erros de português.
Ao chegar em casa, fingi para os meus pais e para o meu irmão que eu estava feliz por ter visto as personagens. Ao me deitar, esperei que o resto da família dormisse porque não queria criar caso com esta história, mas fiquei magoado porque sempre acreditei que eles existissem na vida real.
Outro dia, li o conto "Quem Nunca Acreditou" do livro "Mundos Suspensos e Seus Esconderijos" de minha professora Sandra Fliess e, nele, havia uma menina que descobriu a verdade sobre o Papai Noel e ficou triste. No entanto, amadureceu com este acontecimento. Depois de ler este texto, me identifiquei e lembrei que havia passado pela mesma situação que ela e que, ainda bem, amadureci também.
Toda frustração é ruim. Dependendo de como lidamos com ela, após superá-la, ficaremos mais amadurecidos. Então, coragem! A vida é assim.